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Essa expedição era composta por Antônio Ladeira, Benedito Pacheco, Luiz Saia e Martin Braunwiser, contando com a orientação metodológica de Mário de Andrade e Oneyda Alvarenga, então Chefe da Discoteca Pública Municipal .
A Missão visitou os estados de Pernambuco, Paraíba, Piauí, Ceará, Maranhão e Pará, recolhendo as informações sobre manifestações folclóricas como: Bumba-meu-boi, Nau-Catarineta, Cabocolinho, Maracatú, Tambor de Mina, Tambor de Crioula e Praiás; anotando versos de poética popular; arquitetura, etc. Todo esse material coletado foi sistematizado por Oneyda Alvarenga, ex-diretora da Discoteca Pública Municipal, que também organizou o fichário folclórico. O resultado disso foi o legado de um acervo precioso composto de 29.855 documentos entre os quais caderneta de campo, cartas, telegramas, bilhetes, memorandos, partituras, cadernos de músicas, fichas e outros, sendo que esse material está disponível aos pesquisadores e o público em geral soménte através de microfilmes. O restauro desses documentos em papel está ligada a uma ação global de preservação através da higienização dos documentos para retardar o processo degenerativo por ataque biológico e a reconstituição dos materiais gráficos. A armazenagem e acondicionamento corretos são procedimentos que visam controlar a ação dos diversos agentes degradadores do papel, como a luz, variação de temperatura e umidade, poluição, fungos, insetos, bactérias e o manuseio incorreto, proporcionando, assim, longevidade aos documentos. A organização arquivística através da elaboração de catálogos onomástico, cronológico e temático, possibilitará o acesso aos pesquisadores, estudantes, instituições e o público em geral, de forma ágil e eficiente. Toda essa documentação gráfica da Missão de Pesquisas Folclóricas está reunida na Discoteca Oneyda Alvarenga, do Centro Cultural São Paulo. Este projeto, coerente com a proposta de brasilidade de Mário de Andrade é um resgate da sólida contribuição da pluralidade de nossa cultura.
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